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Zero acidentes

Do zero acidente a confiabilidade operacional

Todo profissional da segurança do trabalho em algum momento já se deparou com a meta do zero acidente, já trabalhou muito pra esse resultado ou ainda busca esse resultado todos os dias e hoje nós queremos trazer nossa visão e forma de trabalhar este tema.

Uma coisa é certa: Ninguém quer se acidentar ou quer que acidentes aconteçam dentro da organização em que trabalham, afinal, tenho certeza que querem que todos voltem pra casa da mesma forma ou até mesmo melhores do que chegaram para trabalhar.

Durante nossos 15 anos de experiência o que mais vimos nas empresas em que visitamos é o indicador da quantidade de dias sem acidentes com afastamento, não estamos aqui dizendo que é certo ou errado ter este indicador, mas queremos gerar uma reflexão do que temos por trás deste número e principalmente trazer a visão de que o zero acidente não pode ser uma meta a ser alcançada, mas talvez uma filosofia dentro da empresa – ainda assim com bastante cuidado na forma de ser tratada.

Precisamos nos questionar: qual o custo da busca deste número? Você consegue garantir que não há uma omissão de dados para não atrapalhar este indicador? Consegue garantir que acidentes não tem acontecido por causa da sorte?

Nós não podemos contar com a sorte ou com o acaso, não podemos focar no número e não podemos buscar esse zero a qualquer custo, precisamos o tempo todo pensar nas pessoas, e precisamos principalmente buscar o aumento da confiabilidade operacional.

Já ouviu falar sobre esse conceito?

Nosso dia a dia na consultoria é ajudar nossos clientes a elaborar estratégias que possam minimizar os riscos de acidentes de trabalho (criando barreiras, condições adequadas, criando um espaço de troca, que faça com que as pessoas sintam-se confortáveis em compartilhar o que acontece no dia a dia delas, sem medo de serem repreendidas ou punidas).

E para criar um ambiente de confiabilidade é necessário que as pessoas tenham confiança, pois mesmo que existam os elementos de condição e gestão, a última barreira do processo sempre será um ser humano, e se não ocorrerem da melhor forma o processo comunicativo e o entendimento do processo de segurança será muito difícil construir esse ambiente de confiabilidade.

Será uma evolução: Caminhar do zero acidente para a confiabilidade operacional, já falamos aqui sobre o nível de maturidade em segurança, e quanto maior o nível de maturidade, mais próximos da confiabilidade estaremos.

Devemos sempre trabalhar para diminuir a ocorrência de acidentes e principalmente diminuir a gravidade de acidentes que eventualmente possam ocorrer. Porém, é importante admitir que por melhor que o processo seja ele é passível a falhas e eventualmente pode gerar resultados indesejados

É melhor ser uma empresa que se empenha em segurança e que tem a redução contínua dos acidentes do que ser uma empresa que expõe um acidente zero irreal.

Uma empresa de grande porte e grau de risco elevado que apresenta acidente zero pode estar passando por uma situação onde se mascara os indicadores de segurança ou tem um problema de comunicação de acidentes e provavelmente os funcionários não relatam as ocorrências.

E então, que tipo de empresa queremos ser? A que tem acidente zero irreal ou a que se empenha em fazer segurança? A que se preocupa apenas com números ou a que se preocupa com a efetividade das ações em segurança?

 

Cristiane Lage

CEO - Insight Consultoria Empresarial


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