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O seu DDS é eficiente?

Uma das ferramentas que todas as organizações (que estão na classificação de uma área de risco) utilizam sem dúvida é o Diálogo de Segurança, que pode ser realizada de forma diária ou semanal, e desta forma se constituem as siglas DDS, DSS, entre outras. O ponto mais importante aqui é: você aproveita todo o potencial desta ferramenta?

Ao longo dos processos de consultoria e desenvolvimento que a Insight realiza dentro de algumas organizações percebemos que a ferramenta é mal explorada, isso mesmo, pode parecer meio frustrante ler isso, mas vou explicar o por que. Geralmente a ferramenta do DDS é utilizada antes do inicio da jornada e são tratados temas definidos previamente, na maioria das vezes pela equipe de segurança, seguindo um calendário, com assuntos muitas vezes semelhantes as para áreas operacionais e administrativas, sem levar em consideração eventos recentes ou dificuldades pontuais que os trabalhadores tenham no momento.

Quando falamos sobre aproveitar o potencial da ferramenta, queremos trazer algumas reflexões:

1)     Porque não usar o DDS para discutir sobre algum procedimento ou sobre alguma alteração, discussão sobre a execução da tarefa a ser realizada no dia? Muitas pessoas vão responder que não devem fazer isso porque falar sobre procedimentos, tarefas, alterações não está relacionado com segurança. Mas precisamos mudar isso já! Quando discutimos sobre a tarefa a ser executada, dificuldades que os trabalhadores podem encontrar e possíveis adversidades, irão concordar comigo que isso está relacionado a segurança, pois ao relembrar o “modo de fazer” estarão falando de segurança, talvez não de forma explicita, mas a segurança estará incorporada no diálogo e na execução das atividades;

2)     Muito se discute sobre falta de tempo ou dificuldades para execução de treinamentos, reciclagens e/ou atualizações. Então perguntamos novamente: porque não usar o momento do DDS? Todo diálogo sobre as atividades, todo treinamento e reflexão pode e deve ser feito nesse momento. A maioria das empresas reservam em média 15 minutos a prática do DDS, então porque não aproveitar esse tempo para realizar blocos de treinamentos e atualizações que sejam necessários? E mais uma vez, estaríamos falando de segurança de forma implícita, pois ao conversar sobre as atividades os trabalhadores demonstrarão suas dificuldades, dúvidas e será mais fácil de identificar como ajuda-los.

O que queremos disseminar dentro das organizações hoje é que precisamos parar de separar o momento em que falamos de segurança e o momento em que falamos de produção. Precisamos entender que o processo é um só e que se for preciso teremos diversos diálogos de segurança ao longo do dia. Precisamos estimular os trabalhadores a falar sobre as atividades e a compartilhar suas experiências, porque assim utilizaremos os diálogos para falar de do que importa, sem que haja um momento definido para segurança, e desta forma criaremos espaços de cuidado e colaboração.

Cristiane Lage

CEO - Insight Consultoria Empresarial


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