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O que é cultura de Segurança?

Você com certeza já ouviu falar sobre cultura de segurança, mas afinal, o que é essa cultura?

Se pesquisarmos no dicionário a definição de cultura encontraremos que é “um conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes que distinguem um grupo social; forma ou etapa evolutiva das tradições e valores intelectuais, morais e espirituais”.

Após a investigação do acidente de Chernobyl, em 1986, não se foi possível atribuir falhas de processos e gestão, então o conceito de cultura de segurança foi criado, e foi definido como uma cultura que influencia a estrutura e estilo da organização, incluindo suas ações e o compromisso individual de cada colaborador.

Após a primeira definição de conceito em 1991, diversas pessoas e institutos passaram a estudar o termo e trazer novas contribuições. Um dos conceitos que utilizamos no nosso dia a dia é do Energy Institute que traz que a cultura de segurança é formada pelas crenças e valores fundamentais de um grupo em relação a riscos e segurança.

É possível e necessário identificar qual o nível de maturidade em cultura de segurança dentro das organizações através de um diagnóstico, pois assim as ações em segurança serão direcionadas de acordo com o nível de maturidade da organização.

Toda organização apresenta uma cultura, mesmo que para algumas pessoas possa parecer inexistente, mas há, por isso existem diferentes níveis de maturidade em cultura de segurança. O modelo de maturidade que vamos apresentar é o do Hearts and Minds que foi desenvolvido pela Shell E&P, ele apresenta 5 níveis de maturidade que são:

Patológica: não há ações efetivas em segurança, o que é feito é apenas para atender a legislação e acidentes são considerados como algo inerente ao processo;

Reativa: há uma preocupação com a segurança apenas após uma ocorrência, não existe atenção em prevenção e sim em agir depois que algo acontece;

Calculativa: nesse nível existe uma preocupação com dados e controles, há um número elevado de ferramentas, indicadores e não há um envolvimento das pessoas com a segurança;

Proativa: no nível proativo há uma preocupação em prevenir ocorrências, já existe um envolvimento da liderança e das equipes, com foco na solução de problemas e com segurança já reconhecida como valor;

Generativa: este é o nível onde segurança realmente faz parte do DNA da empresa, há um alto nível de comprometimento de todos da organização e um olha diferente sobre as falhas, elas são utilizadas como aprendizado.

Independente do nível de maturidade em segurança o mais importante é entender o funcionamento da cultura e reconhecer os valores pessoais de cada componente desta cultura, assim será possível criar estímulos adequados e dar um direcionamento para que cada vez mais os valores pessoais estejam alinhados aos valores da organização e muito mais do que isso, que se tornem valores inegociáveis!

 

Equipe Insight Consultoria


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