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A importância do Capital Intelectual para obtenção de vantagem competitiva nas organizações.

O capital intelectual é um instrumento que estimula a renovação e o desenvolvimento. Nunca o capital intelectual foi tão divulgado como tem sido atualmente. Antigamente durante muitas décadas o trabalho era só braçal e as pessoas eram tratadas como escravos, sem o direito de crescer, desenvolver, interagir e ter acesso ao conhecimento. Com o passar dos anos, as empresas reconheceram que um de seus mais valiosos recursos era as pessoas. E desde então muitas empresas passaram a incentivar entre seus funcionários o estudo e a busca pela capacitação.

Hoje vivemos na era do conhecimento onde as pessoas têm consciência da importância de estarem constantemente se preparando para as exigências do mercado. Para Davenport (1998), “capital intelectual ou conhecimento é gerenciar o conhecimento de funcionários”. Com este relato vemos a importância do líder dentro da organização para direcionar e estimular o desenvolvimento das pessoas. De acordo com Waldemar Stzer, “o conhecimento não pode ser descrito”. Com isso o professor quis dizer que o conhecimento deve ser vivenciado e experimentado por alguém.

As empresas de médio e grande porte estão atentas ao crescimento do capital intelectual dentro da organização, o conhecimento passou a ser foco de maior atenção dentro da empresa. Mas o capital intelectual pode ser encontrado em três lugares na empresa. No capital humano, que se refere ao conhecimento de indivíduos que criam soluções para os clientes. No capital estrutural, que são os sistemas que foram requeridos para compartilhar e transportar o conhecimento, feito sistemas ou laboratórios de informação. Ele é necessário para alavancar o poder mental dos funcionários. E o capital relacional, que são as relações que criam e mantêm com seus clientes. Seu prestígio e suas marcas são exemplo deste tipo de capital.

Por haver uma concorrência enorme entre as empresas, seus gestores e líderes estão atrás do capital intelectual, pessoas que agregam valor a organização. Pessoas que possam contribuir com o crescimento não só da organização como de todos os funcionários. Na era em que estamos vivendo não há tempo a perder. De acordo com o filósofo francês Pierre Levy, “o conhecimento, nos dias de hoje, é um saber móvel onde a evolução se faz quando os indivíduos aprendem, transmitem e produzem conhecimentos de maneira cooperativa. Desta forma, quando a informação é repassada, transmitida de uma pessoa pra outra, esta não está perdendo, e quando esta informação é utilizada, ela não é destruída”. Todos deveriam pensar assim, mas infelizmente a competição entre os funcionários é grande, para um se destacar mais que o outro, bloqueia esta iniciativa que todos deveriam ter, de repassar um aprendizado. “Muitas vezes, as pessoas não sabem o que querem até que alguém lhes mostre.” (Steve Jobs, em entrevista à revista Business Week, em 1998).

Vejo que em muitas empresas que as pessoas sonham com o que não lhes pertencem, perdendo grandes oportunidades de se destacar e com o tempo descobrem que não era aquilo que elas almejavam, desejavam apenas o que era do outro. Talvez pelo fato de uma remuneração melhor ou de algum status. E esquecia-se de dar resultados no que agregava valor a ela. E o próprio gestor ou o líder, muitas vezes tem uma vaidade com o cargo, inibindo os funcionários de uma participação maior no desenvolvimento da empresa. Sendo que, se a gestão de pessoas não é boa, a equipe não vai se desenvolver. Hoje é preciso se desprender da vaidade e do orgulho. O funcionário, o gestor e o líder devem ter a humildade e a simplicidade para reconhecer em que atividade ele é melhor, e trabalhar para se desenvolver cada vez mais no que ele se destaca ao invés de querer pegar tudo para si e de querer tomar conta da empresa.

Existe espaço para todos dentro do mercado de trabalho e o importante não é saber tudo, mas saber bem uma coisa só e fazer bem feito. Talvez neste momento seja à hora de ser feita uma avaliação de si mesmo e de tentar ver e compreender o que existe de melhor em nós. Hoje na era da cultura.com, todos tem acesso a qualquer tipo de informação. Basta querer crescer e se desenvolver. Conforme Chiavenato, “capital humano significa capital intelectual. Um capital invisível composto de ativos intangíveis. O valor de mercado das organizações não depende mais apenas do seu valor patrimonial físico, mas principalmente do seu capital intelectual”. Sabemos que hoje a organização não vive só de lucros, necessitam das pessoas para gerar resultados duradouros. Por isso o investimento está cada vez maior no capital intelectual para aumentar a vantagem competitiva. Sabemos que as médias e grandes empresas estão em busca deste capital, mas ainda temos as pequenas empresas, onde seus diretores e gestores não conhecem a verdadeira liderança em relação aos funcionários, e o trabalho de crescimento muitas vezes é em vão. Porque a cultura da organizacional precisa saber lidar com pessoas, o perfil de cada um, e a competência que é adquirida ao longo do tempo, para que os resultados sejam alcançados conforme o esperado.

Um verdadeiro líder tem a percepção e a visão para selecionar e treinar os funcionários da organização. A cultura organizacional das pequenas empresas precisa mudar, senão terão uma grande rotatividade de pessoas e nunca vão chegar a lugar nenhum. A educação corporativa precisa estar presente não só nas grandes empresas mais em todas as empresas, não importa o seu porte. Com a globalização, a informação a tecnologia, a exigência dos clientes e o conhecimento sendo cobrado ao máximo, o capital intelectual é um importante requisito na hora da contratação. Mas o gestor não pode se esquecer que o capital intelectual é adquirido com o tempo, com a prática, com estudo, com disciplina e dedicação. O gestor deve direcionar os funcionários da organização para que estas características sejam alcançadas com o desenvolvimento da equipe. Vejo situações onde o funcionário é colocado para ocupar cargos sem preparo, sem uma pessoa para realmente direcionar o que deve ser feito, sem um período de treinamento e logo a empresa deseja que aquela pessoa dê resultados. Com isso a empresa e o gestor apagam o brilho do funcionário, pois querem que eles deem conta de tudo sem treinamento, sem conhecer a história da organização, os clientes e as atividades desenvolvidas dentro da empresa.

Antes de preparar o funcionário, deve ser desenvolvido o gestor, para que ele possa desenvolver o trabalho dos demais. Trabalhar com recursos humanos requer uma visão clara sobre a gestão de pessoas. “Mas do que conhecimento é preciso de talento”. Reter, atrair e desenvolver o capital intelectual nas pessoas requer talento.

Adm. Tatiana Marinho de Brito
CRA/MG 34.319


 


 

 
   
     
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