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Quem forma a Cultura são as pessoas!

Quem forma a Cultura são as pessoas!                            

 

Todo empreendedor sabe que reter pessoas valiosas é essencial para a formação da cultura da sua empresa. Mas o que torna as pessoas valiosas?

Um dos maiores desafios do Empreendedor, em qualquer fase do ciclo de vida da organização, é o de captar e reter pessoas valiosas para o seu negócio.

Esta frase óbvia encapsula duas ótimas perguntas essenciais, já não tão óbvias:

1. O que torna uma pessoa valiosa para o meu negócio?

2. O que pessoas valiosas desejam em contrapartida pelo seu trabalho?

O valor de uma pessoa para a empresa no curto prazo é muito claro. O empreendedor precisa que algo seja feito e não sabe ou não tem tempo para fazer. Então ele contrata alguém que o faça. E paga alguma quantidade de dinheiro por isto.

Já o impacto de sua presença no longo prazo não é tão claro. E o empreendedor devia estar muito preocupado com isto. Pois as pessoas que ele trouxer para dentro da empresa, principalmente no início, vão, junto com ele, formar a Cultura Organizacional de sua empresa. E a Cultura, uma vez estabelecida, é muito difícil de mudar.

A Cultura é composta, essencialmente, do que comunicamos, em todas as suas formas, e o significado que as pessoas derivam disto. Desde a escolha do local físico, do mobiliário, da forma como o espaço está dividido, do nome, da grafia, das cores, do jeito como falamos, das palavras que escolhemos ao tom de voz que usamos em cada situação... Tudo que fazemos, falamos e escolhemos comunica a forma como vemos o mundo, como nos posicionamos dentro dele e com que tipo de pessoas queremos nos relacionar. E como esperamos que as pessoas respondam a isto.

E esta composição é MAIS importante do que a econômica na atração e na retenção de talentos no longo prazo. Esta composição na prática determina quão produtiva e inovadora uma empresa tende a ser.

Desenvolver conscientemente a Cultura de uma empresa não é fácil. Tem a ver com a consistência como geramos e atendemos às expectativas criadas. Com os exemplos que criamos. Com as decisões que tomamos. Com as histórias que contamos. E, principalmente, com as pessoas que contratamos e as que mandamos embora.

Pouco a pouco as pessoas passam a compreender, espelhar e multiplicar o que valorizamos até que se torna uma segunda natureza da organização ser daquele jeito. E a Cultura então se estabiliza.

Escolhendo as pessoas certas, o movimento é natural. Nos movemos na direção desejada com prazer e fluidez. A empresa vai ganhando forma e senso de identidade e ganhando valor emocional para as pessoas que trabalham nela.

Escolhendo as pessoas erradas, algo de estranho acontece. O ambiente se tenciona. As coisas não rolam com naturalidade. Conflitos improdutivos acontecem. Perde-se amálgama e transparência. É como ter um bug no sistema!

E este é um momento crítico na vida de uma organização. Como o empreendedor reage à presença de um bug demonstra quais são, de verdade, seus valores e seu propósito. Se ele o deixa sobreviver por qualquer motivo que seja, a Cultura começa a se desfazer, a se transmutar em outra coisa, muitas vezes altamente indesejada. E quando as pessoas valiosas começam a perceber isto, elas colocam em dúvida seu valor e se elas estão no lugar certo. E a desagregação pode levá-las a irem embora.

O momento que o empreendedor entende que a Cultura Organizacional pode ser gerenciada é um momento de grande maturidade, a partir do qual novas e potentes opções estratégicas se abrem. Não é particularmente fácil...

 

Fonte: http://www.endeavor.org.br/

 


 

 
   
     
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